Os novos critérios diagnósticos para Esclerose Múltipla (EM) representam uma evolução relevante em relação aos critérios de McDonald tradicionais, com o objetivo de reduzir o tempo até o diagnóstico, aumentar a precisão diagnóstica e minimizar diagnósticos equivocados. As atualizações propostas incorporam avanços em neuroimagem e biomarcadores, aproximando o diagnóstico da prática clínica contemporânea.

Entre os principais pontos, destacam-se:

  • Valorização de marcadores de inflamação crônica ativa na ressonância magnética, como a paramagnetic rim lesion e o central vein sign;

  • Maior integração de biomarcadores laboratoriais, como cadeias leves de neurofilamento (NfL), como indicadores de atividade e prognóstico;

  • Refinamento dos conceitos de disseminação no tempo e no espaço, com maior peso para achados objetivos e reprodutíveis;

  • Ênfase na individualização diagnóstica, especialmente em pacientes com apresentações atípicas ou muito precoces.

Essas mudanças reforçam a importância de uma abordagem diagnóstica integrada, baseada em clínica, imagem e biomarcadores, permitindo início mais precoce do tratamento modificador da doença, com impacto potencial na evolução a longo prazo.

Referência (Lancet Neurology):
Thompson AJ, Banwell BL, Barkhof F, et al. Diagnosis of multiple sclerosis: 2024 revisions of the McDonald criteria. Lancet Neurology. 2024.